"E, olhando Ele, viu os ricos lançarem as suas ofertas na arca do tesouro; E viu, também, uma pobre viúva lançar ali duas pequenas moedas; E disse: Em verdade vos digo que lançou mais do que todos esta pobre viúva; Porque, todos aqueles deitaram, para as ofertas de Deus, do que lhes sobeja; mas esta, da sua pobreza, deitou todo o sustento que tinha." (Lucas 21:1-4)
Uma pergunta bem objetiva: Jesus ELOGIOU ou CRITICOU a ação daquela "pobre viúva"? A resposta a esta pergunta parece ser óbvia, não acha?
Jesus ELOGIOU a ação da pobre viúva e, por conseguinte, NÃO a criticou, correto?
PERGUNTA
Agora permita-me fazer-lhe uma outra pergunta para sua reflexão: não estava a "Igreja", na qual aquela pobre viúva deu a sua oferta, em apostasia, e não estavam em franca apostasia a maioria dos líderes daquela Igreja... sim ou não?
Resposta: estavam em tão franca e ousada apostasia que foram os principais responsáveis pela morte do SENHOR da Igreja (é verdadeira ou falsa esta afirmação?)!
Uma terceira pergunta: não teria Jesus, por conseguinte, errado, ao elogiar o comportamento daquela pobre viúva que deu "todo o sustento que tinha" para uma Igreja... em tão ousada apostasia? Mas... pode Jesus errar?
A Bíblia afirma perentoriamente que "nEle não há pecado" (1 João 3:5), consequentemente, "[Ele] não cometeu pecado, nem na Sua boca se achou engano" (1 Pedro 2:22).
Então...
- se Jesus não errou na avaliação que fez do ato da pobre viúva,
segue-se, logicamente, que...
- a ação da pobre viúva não foi errada, mas sim correta, PORQUE Jesus a elogiou, e não a criticou!
Está correto o meu raciocínio, sim ou não?
Já ouvi algumas pessoas afirmarem que não dão (mais) ofertas para a Igreja nem para ela devolvem os Seus dízimos PORQUE... a Igreja está, claramente, em franca apostasia!
Mesmo admitindo que a Igreja estivesse em apostasia, acha que pode aprender algo do elogio que Jesus, o Supremo SENHOR da Igreja, fez do ato da pobre viúva, sim ou não?
"Roubará o homem a Deus? Todavia, VÓS ME ROUBAIS e dizeis: Em que Te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque A MIM ME ROUBAIS, vós, a nação toda." (Malaquias 3:8-9; ARA; minha ênfase em maiúsculas).
Então não dar ofertas para a Igreja organizada que o SENHOR tem sobre a terra (como era o caso do antigo povo de Judá, e é hoje, o caso, da Sua Igreja Remanescente organizada, a IASD) é considerado, sem utilizar quaisquer rodeios de linguagem... um ROUBO!
E o roubo é a violação de um dos mandamentos (o oitavo - ver: Êxodo 20:15 e Deuteronômio 5:19) da Suprema Lei de Deus, os Dez Mandamentos, certo?
Mas, não disse o apóstolo Tiago que "qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos" (Tiago 2:10)?
Então, pergunto, por último: você acha mesmo fazer parte do povo remanescente do SENHOR, daquele povo que "Jesus Cristo, que é a fiel testemunha" (Apocalipse 1:5) disse que "GUARDAM OS MANDAMENTOS DE DEUS e a fé de Jesus" (Apocalipse 14:12; minha ênfase em maiúsculas)?
"Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? NÃO VOS ENGANEIS: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas [homossexuais], nem ladrões, nem maldizentes [será que estão incluídos nesta categoria os "maldizentes" da Igreja?], NEM ROUBADORES HERDARÃO O REINO DE DEUS." (1 Coríntios 6:9-10; ARA; minha ênfase em maiúsculas).
FONTE: Paulo Cordeiro é Pastor Adventista em Portugal